01 agosto, 2007

Livro : 100 Naked Girls (Petter Hegre)



Em Março de 2005 deparei-me com este livro, paradoxalmente, na Feira do Disco de Coimbra.

Estava exposto em destaque e vi-o pelo canto do olho a olhar para mim. Debati-me se a vontade de o comprar seria o primeiro indício da chegada da temível meia-idade. A capa exerceu um poder hipnótico sobre mim, como é compreensível se atentarem na imagem que ilustra este post, e da contracapa nem vou falar, tal foi o sortido de emoções despoletado, que me deixaram prostrado, mais K.O. que uma canção das Doce.

Não digo que tenha sido amor à primeira vista, mas pelo menos uma paixoneta, pouco platónica, foi. Não o folheei porque estava selado, envolto em plástico protector.

Tornei a Lisboa de mãos a abanar e sem perder mais tempo com o assunto.

No dia seguinte, ao acordar, percebi que não podia viver sem elas (as 100 Naked Girls).

Telefonei, de imediato, a uns amigos que ainda por lá estavam e pedi-lhes para o comprarem. Tive sorte, não tinha sido levado por nenhum masturbador de algibeira. Dei instruções específicas aos meus amigos que NÃO era para abrir o livro. Eles ficaram um pouco tristonhos, mas anuiram, afinal de contas há tão poucas coisas virgens no mundo moderno e, como tal, não estaria certo privar um amigo desse pequeno, mas significativo, prazer. Ainda para mais, um amigo com um mau feitio lendário.

Entretanto passaram mais de dois anos e ainda não o abri. Nem o Elvis fez a Priscilla esperar tanto tempo. Decidi guardá-lo para a meia-idade ou para um dia de grande depressão, assim daqueles em que dá mesmo vontade de desistir e ser deputado em São Bento ou porteiro de discoteca ou as duas coisas. Daria um bom filme de série E (de Ervilha, geddit?), deputado de dia, porteiro de noite e stripper masculino nas horas vagas. Talvez o Quentin esteja interessado...

Adiante.

Sendo eu conhecido pela minha falta de espírito de sacríficio e de força de vontade, é deveras intrigante, especialmente para mim, esta sequência de eventos. O mistério do livro selado, trauma freudiano ou culpa católica? Se calhar devia falar com um terapeuta profissional sobre o assunto ou já que tenho a (in)felicidade de conhecer vários pedir-lhes que leiam estas linhas e me digam qualquer coisa...

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Petter Hegre é natural de Stavenger na Noruega e é, como seria de esperar, um rapaz de 69 (eu no meu blog privado nunca faço este tipo de piada fácil e brejeira). Estudou na California e trabalhou em Nova Iorque com Richard Avedon antes de voltar ao seu país natal. É casado com a modelo ucraniana Luba Shumeyco que, além de ter uma irmã gémea também modelo (há gajos com sorte), foi objecto de um livro de Petter, originalmente baptizado de “Luba” (Edições Skylight, Zurique, 2003). Como curiosidade refira-se que o casal divide o seu tempo entre o atelier em Paris e a “vila” no Algarve. Será que precisam de uma mãozinha, pelo menos para guiar as modelos do Aeroporto de Faro para a “vila” e vice-versa?

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Um leitor, daqueles que abrem os livros, deixou o seguinte comentário na Amazon.com: “É esta a diferença entre pornografia e arte. Isto é fotografia artistíca, uma mostra de beleza, feita com bom gosto, na sua forma mais pura.” Homem sofre! Estou a ver que é hoje que abro o raio do livro!

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Autor: Petter Hegre, Clifford Thurlow (Prefácio)
Formato: Album Capa Dura, 100 váginas
Data de Publicação: 2005
Editora: Amphoto
ISBN-10: 0817452974
ISBN-13: 9780817452971

Dados biográficos retirados da Wikipedia

2 comentários:

Bruno Taborda disse...

Obrigado por teres tornado o nosso blog NSFW...

Acho que estás DESPEDIDO! (just kidding)

Olha lá, sempre abris-te o livro? Espero que não te esqueças dos amigos ;-)

Mais uma coisa: Tinhas deixado a posta a não permitir comentários intencionalmente, ou foi um acidente?

Ervilha Escriba disse...

De nada, a seguir vem NFSW (No Fisting/Self Wanking). Não fui eu que inventei, é mesmo "lingo" da porn industry.

Não, não abri.

Comigo, não há acidentes...

Pea