31 maio, 2008

Our Different Taste In Woman (The K Factor)

Bruno: Dark, Moody and Dangerous

LR: Innocent, Curly and Suburban

Ervi: Ready to Go

30 maio, 2008

R'n'R Lx

Quando eu era novo, ter de ir a Chelas era motivo de preocupação e não de excitação!

Working

27 maio, 2008

Fim de Semana em Barcelona

Antes de mais quero pedir desculpa por vos ter deixado entregues à bicharada (i.e. - co-tralalas) durante quase um mês. A minha última posta já data de 1 do corrente e com este, deve sair da página... Infelizmente não estive este tempo todo em Barcelona (mas tenho mesmo mesmo pena), e nem é por falta de coisa interessantes para escrever, é mesmo por falta de disposição mental para o fazer.

Lá peguei na família e fui passar 3 dias a Barcelona, aonde não ia há uns 14 anos. É pouco tempo, mas mais vale ir apanhar chuva lá, do que ficar a apanhar chuva cá. Como as miúdas nunca lá tinham estado, tive de repetir alguns dos lugares comuns: as Ramblas, o parque Güell, e a Sagrada Família (que até parece já ter tecto). Mas aproveitei para ver umas coisas novas.

Continuando a obrigatória visita às casas do Gaudi, visitei desta feita a Batlló, que quando da minha primeira visita não estava aberta. Gostei muito e, apesar de o telhado ser inferior, achei o interior ainda mais interessante do que o da Pedrera.

Aproveitei uma manhã de Domingo cinzenta e chuvosa para nos refugiar no MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona), que ficava a 100 metros do hotel. Apesar de um pouco pós-moderno demais para o meu gosto (principalmente as exposições temporárias), gostei muito do espaço e desta bela cama desfeita do Tàpies.

O hotel em que ficámos (o Ciutat Vella) foi estrategicamente escolhido por ficar na Calle Tallers, uma perpendicular às Ramblas onde se encontram a maioria das lojas de discos da cidade. Para vinilólicos anónimos a coisa não está famosa, mas tenho de destacar a CD Drome que ficava mesmo à frente do hotel e onde encontrei um conjunto de discos que teimam em não aparecer por cá: dEUS, Notwist e Madrugada, todos em edição limitada. A loja até pode ser pequena e ter pouco stock, mas o que tem é escolhido a dedo, e quem por lá trabalha percebe claramente do assunto.

Há 14 anos, saí de Barcelona convencido que era a cidade onde gostaria de morar. Hoje pode estar ainda mais cheia e mais turística do que nessa altura, mas mesmo assim, continua a ser uma das minhas cidades favoritas...

Bela aterragem, Phoenix!


slippery when wet...


21 maio, 2008

a única coisa boa foi o palhaço a falhar o penalty


Tratamento de Imagem (Parte I) : The Art of Cropping

Caro LR, venho por este meio ajudar-te a ultrapassar as dificuldades cognitivas que tens patenteado na selecção, tratamento e upload de imagens para os teus posts. Não é preciso agradecer pois este meu gesto não é totalmente despido de interesse próprio. A verdade é que estou farto de aturar o Bruno a subir pelas paredes!
Quanto à importância de um cropping criterioso penso que estas fotos são por demais evidentes e mais fáceis de compreender que os folhetos do IKEA.

18 maio, 2008

Só Para Ti(uí)

Curiosidades do mundo da Biologia, parte um: A(o) Sarna


Sarna é uma doença contagiosa causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei.

É transmitida pelo contato directo entre pessoas, pela partilha de roupas (raro ou excepcional), ou contacto íntimo (não necessariamente sexual).

É uma doença comum em seres humanos e não deve ser associada a falta de higiene (suinismo), apesar de ser mais comum em ambientes lotados (academias, hospitais) e pouco higiénicos, como cadeias e zonas de baixo meretrício (sic).

Observa-se principalmente em habitantes e em edificações de áreas próximas a córregos e canais imundos.

(Versão adaptada para português de Portugal, o texto original está aqui).

16 maio, 2008

Os meus ídolos, parte três

Admirei-te primeiro a peida: elegante sem ser snob, confessional sem ser lamechas, empinada mas sem peneiras. Depois o ar de vaca, com essa voz que alguém comparou a falar com a boca cheia de salsichas de cocktail.

Imitei-te, por vezes descaradamente, quando era aprendiz de travesti. Depois percebi que os ídolos têm doenças sexualmente transmissíveis, e que alguns dos teus orgasmos não eram verdadeiros mas apenas bene trovato.

E, talvez por isso, passei a admirar-te ainda mais. Obrigado, Ana Malhoa, a quem um dia ainda apertarei o mamão.

São Umas Atrás Das Outras (Parte III)

O Guarda Abel disfarçado de soldado da GNR tortura, humilha e ludibria órfãos iraquianos analfabetos que pensam que o cartaz diz "Saddam nunca telefonou a árbitros".

São Umas Atrás Das Outras (Parte II)

Para os poucos de vós que ainda tenham dúvidas das relações promíscuas do FCP com a arbitragem deixo-vos aqui a evidência fotográfica inequívoca. O capitão Pedro Emanuel dá o exemplo e sacrifica-se pelo "grupo" para deleite de Olegário Benquerença.

14 maio, 2008

13 maio, 2008

Os meus ídolos, parte um


Admirei-te primeiro a escrita: elegante sem ser snob, confessional sem ser lamechas, cinéfila sem peneiras. Depois o discurso, com essa voz que alguém comparou a falar com a boca cheia de batatas.

Imitei-te, por vezes descaradamente, quando era aprendiz de crítico. Depois percebi que os ídolos têm pés de barro, e que algumas das tuas histórias não eram verdadeiras mas apenas bene trovate.

E, talvez por isso, passei a admirar-te ainda mais. Obrigado, João Bénard da Costa, a quem um dia ainda apertarei a mão.

11 maio, 2008

Livro : Contos (Clarice Lispector)

Esta edição da Relógio d'Água reúne todos os contos de Clarice Lispector, à excepção dos que fazem parte do livro "Laços de Família" publicado separadamente na mesma editora.
Brasileira de origem ucraniana, Clarice Lispector não é uma escritora fácil. Parece fascinada pelas palavras, e hipnotiza o leitor nesse processo. Prosa por vezes hermética, sonhadora, irónica, non sense. Um grande livro...

There is a light that never goes out

09 maio, 2008

São umas atrás das outras...

A Polícia brasileira desmantelou uma operação de tráfico de droga e armas no Rio de Janeiro. Reparem na t-shirt do segundo artista a contar da esquerda...

Sem Surpresa

A Justiça Desportiva confirmou hoje o que há muito se sabia. É um muito triste dia, em especial para atletas, treinadores, associados e simpatizantes do Boavista e do Porto. O cancro da suspeição deu lugar à certeza terminal da corrupção. Por muito que os fundamentalistas regionais disparem agora em todas as direcções, numa tentativa desesperada de fazer o spin mediático da coisa, o mal já está feito, com o mérito das conquistas contemporâneas posto em causa e a descrença do comum adepto da bola entranhada até aos ossos.

Não sonho com vitórias na secretaria, nem com vinganças retroactivas, nem sequer o mal dos outros me traz qualquer tipo de satisfação. Queria era que estes bandalhos de alguidar, mafiosos de meia leca, energúmenos da farinha amparo, desaparecessem de uma vez por todas e que uma nova era de Futebol Português jogado exclusivamente dentro das quatro linhas brotasse das cinzas.

06 maio, 2008

BD : Le Sanctuaire du Gondwana (Yves Sente e André Juillard)

Aquela que é, na minha modesta opinião, a mais brilhante série da BD clássica franco-belga não merecia o que lhe andam a fazer. Depois de "Les Sarcophages du 6ème Continent", vem mais do mesmo. Longe do brilho inicial dos primeiros álbuns desta nova encarnação de Blake et Mortimer (os de Van Hamme e Benoit, e mesmo "La Machination Voronov" destes Sente e Juillard). E da encarnação original, então, está a anos-luz...

Vale, para os coleccionadores, a capa exclusiva para Portugal das Edições Asa. Aqui há dias ainda havia na FNAC (pois, digo mal, mas não resisti...).

BD : 60 voitures des années 60 (Jidéhem)

Jidéhem (Jean De Mesmaeker) é um dos históricos da banda desenhada belga, tendo sido co-autor dos melhores momentos de Spirou et Fantasio e Gaston Lagaffe. Durante muitos anos, na mesma revista Spirou onde eram publicadas aquelas séries, Jidéhem assinava uma coluna sobre automóveis intitulada "Les Chroniques de Starter" (sendo Starter uma personagem que, mais tarde, veio a protagonizar uma ou duas aventuras em nome próprio).


Este álbum reúne 60 dessas crónicas, dos anos 60 está bem de ver (a coluna durou até 1983, mas sem o fulgor do passado). Para quem goste de BD antiga (como eu) e de carros antigos (uh... como eu), é para devorar da primeira à última página.


O nosso amigo Starter é moderamente francófilo (não hesitando porém em desancar, quando mereciam, algumas aberrações da Renault e da Citröen), mas rende-se (como compete) às melhores criações da Porsche, Ferrari e Lotus, entre outras.

Pena é que não seja uma reprodução facsimilada dos artigos tal como saíam no Spirou, mas sim uma nova montagem dos textos e das ilustrações. Vale pela excelente qualidade da impressão e do papel, e sobretudo pelo espírito da época. Maio de 68 ainda vinha longe...

01 maio, 2008

Disco : Dead Combo - Lusitânia Cowboys


Os Dead Combo são compostos pela mistura muito original do guitarrista Tó Trips com o contrabaixista Pedro Gonçalves. Como diria o meu pai, tiveram o azar de nascer em Portugal. Um país tão pequeno e com tão poucos habitantes, em que viver da música deve ser mesmo muito difícil, ainda mais quando se quer fazer música a sério, sem ir em modas e comercialismos, como é o caso. Mas a realidade é que se não tivessem nascido por cá, não teriam com certeza o som que têm, a misturar o melhor da música Portuguesa (Trips é um digno sucessor de Carlos Paredes, transferido para a guitarra eléctrica), com tudo um pouco do que se faz por esse mundo fora.

Tendo inicialmente sido redutoramente apelidados de "Fado Western" pela mistura que faziam da Guitarra Portuguesa com as bandas sonoras Spaguetti do Morricone, de disco para disco é nitida a procura e integração de novos sons, assim como a colaboração com outros músicos. Este 3º disco demonstra-o com toda a segurança ao ir buscar influências da America Latina (Cuba 1970 entre outras) ao Japão (na versão muito sui generis do Like a Drug do Queens of the Stone Age), e a recrutar pessoas como Howe Gelb, Kid Congo Powers, Carlos Bica e Nuno Rafael. O resultado, tal como em discos anteriores, é algo irregular, funcionando melhor em algumas ocasiões do que noutras. Digamos que é um laboratório de ponta altamente experimental e que quando o resultado funciona, é sempre verdadeiramente único.

Não posso deixar de destacar ainda a beleza da edição, e o excelente conteúdo do DVD que acompanha o disco, em que se recolhem todos os videos da banda, um documentário sobre a gravação do disco e uma curta (mas muito intensa) actuação no Maxime. Só este DVD é razão mais que suficiente para a aquisição do disco. ( 4 / 5 )


Dead Combo - Putos a Roubar Maçãs