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14 agosto, 2010

Livro : Caderno Afegão (Alexandra Lucas Coelho)

Tendo concluído, algures pelo inicio deste ano, que tinha demasiada ficção na minha cabeça, decidi que era altura de por um pouco mais os pés na terra e ler algo de mais realista. Por outro lado, este último ano da minha vida tem confirmado que a realidade consegue ser muito mais difícil de acreditar do que muita ficção. Da lista de não ficção que tem ocupado algum do meu tempo destaco O Diário da Bicicleta do David Byrne, e a Mecânica da Ficção do James Wood, mas é este que realmente me encheu as medidas até ao limite e me surpreendeu de forma muito positiva.

Alexandra Lucas Coelho é jornalista do Publico e foi o ano passado passar cerca de um mês ao Afeganistão. Muitos dos artigos que então publicou no jornal encontram-se aqui incluídos, mas acrescidos de muito mais detalhes e entusiasmo pessoais e de uma continuidade de viagem que se perde com as quebras. A escrita é simples e assertiva, sem qualquer necessidade de recorrer a efeitos de estilo, e apresenta de forma perfeitamente isenta e eficiente, a vida no Afeganistão ocupado, através de encontros com inúmeras pessoas que lá vivem, quer sejam militares, políticos locais, membros de ONGs ou simplesmente locais. Tudo sem cair por um segundo sequer no facilitismo ou no sentimento melodramático, que poderia com toda a facilidade abundar. A autora tem ainda uma facilidade incrível em transmitir a beleza que o pais deve ter, principalmente na sua parte final. Uma autêntica revelação...

Destaque ainda para as belas fotografias que nos permitem transcender a nossa imaginação e ver as coisas, pessoas e locais que o livro descreve, e que se podem encontrar no site oficial.

04 maio, 2009

Fim de Semana no Porto (com concerto pelo meio)


Continuando na base do vá-para-fora-cá-dentro, este fim de semana prolongado rumei à cidade do Porto onde já não ia (em lazer) há uns 8 anos. Fui experimentar o Eurostars da Artes (por sinal bastante bom, mas infelizmente cheguei à conclusão que a diferença de 5 para 4 estrelas é muito maior do que de 4 para 3), que fica mesmo no meio daquilo a que agora se parece chamar a "zona alternativa" da cidade, e que se centra à volta da Rua Miguel Bombarda.

Nesta rua relativamente pequena (e espaço circundante) temos direito a uma enorme concentração de boas galerias de arte, algumas lojas bastantes simpáticas e recheadas de coisas muito originais (algumas até demais), e com um pequeno centro comercial bastante agradável (CCB - Centro Comercial Bombarda), mesmo descontando alguma tendência newageish. Também por lá se encontra um restaurante Japonês recomendável - o Itamae - que não sendo brilhante em termos culinários (o Sashimi estava um pouco frio demais e o Sushi adocicado), tem um ambiente e uma decoração que compensam largamente.

As casas do bairro são antigas e algumas estão degradadas, mas não há nada como um pouco de arte urbana para mudar o ambiente, como podem comprovar pelos exemplos acima...

Mas o motivo principal que me levou à cidade, foi o concerto que a PJ Harvey e o John Parish deram na Casa da Música. Limitando o alinhamento aos dois álbuns que fizeram em conjunto, é lógico que tem pouco a ver com um concerto da PJ em nome próprio, e a própria escolha da sala (com a tão polémica pequena lotação) não deve ter sido alheia a esse facto. E que bem que lá couberam. Tivemos uma PJ descalça e a mudar brilhantemente de personagem e de registo vocal praticamente a cada tema, bem acompanhada pelo JP e restantes comparsas. Pontos altos para mim corresponderam previsivelmente às minhas faixas favoritas do último álbum: a faixa título, Pig Will Not e Cracks in the Canvas. Quanto à Casa da Música propriamente dita (foi a minha primeira visita), confesso que fiquei mais impressionado com a mistura de todos os tipos de música num só espaço, do que com a arquitectura labiríntica.

Para terminar o passeio, ainda fiz uma visita (obrigatória) à Fundação de Serralves, cujo ponto alto foi a exposição de fotografia de Guy Tillim. São cerca 60 fotos de edifícios de arquitectura modernista (e colonialista) que se encontram em países da África Central (Congo, Moçambique e Angola principalmente), e que demonstram por um lado a redundância actual da sua construção, e por outro o efeito que as guerras e a natureza têm tido sobre os mesmos.

Não quero terminar sem uma referência especial à simpatia genuína, e por vezes mesmo desarmante, com que fui atendido em quase todos os sítios. Desde o recepcionista do hotel, até ao rapaz do bengaleiro de Serralves, senti que as pessoas estavam mesmo interessadas em dar o seu melhor. Era bom poder dizer o mesmo de Lisboa...

15 fevereiro, 2009

Fim de Semana em Évora

Nunca na minha vida tinha comemorado o dia de S. Valentim. Não quer dizer que não tivesse dado prendas nessa data, mas nunca tinha passado disso. Este ano, decidimos fazer uma escapadela até Évora, a belíssima cidade Alentejana onde não íamos desde a nossa lua de mel. E já que era para comemorar, que fosse em grande estilo...

Ficámos no Hotel M'Ar de Ar Aqueduto, um cinco estrelas aberto há menos de um ano, com um conforto inimaginável, e que ainda cheirava a novo. O tipo de sítio que me faz ter pena de não ser suficientemente rico para passar fins-de-semana assim mais regularmente, e olhem que normalmente até me dou por muito satisfeito com o que tenho. O alojamento é absolutamente assombroso e a fotografia acima não lhe faz justiça, tectos altos com janelas a deixar entrar imensa luz, uma banheira envolvida em vidro no meio do quarto, uma varanda com espreguiçadeiras com vista para o aqueduto de onde não me queria levantar. O espaço do Hotel é amplo e mistura o moderno com o antigo com uma classe raramente vista, e os detalhes e o atendimento estiveram plenamente ao nível do esperado.

Como é lógico, ir ao Alentejo sem aproveitar um desvio pela gastronomia local estava completamente fora de questão. Dirigi-me logo ao célebre Fialho, não só pela fama, como pela afinidade de nomenclatura e, não tendo conseguido marcar mesa para ontem à noite, marquei para hoje ao almoço (que correu bem, como podem imaginar). Depois de passeio pela cidade, acabámos por jantar num muito agradável O Aqueduto. Uma vez descansados das agruras da vida (e mais não conto), aproveitámos ainda para ir até uma loja gourmet chamada Divinus, que fica ao lado do mercado da cidade, de onde trouxemos algumas iguarias para acalmar o palato da família (entre elas destaco os deliciosos rebuçados de ovo de Portalegre e os bombons de chocolate negro com mel).


A cidade de Évora só parece melhorar com a idade e com a mistura com uma certa modernidade de alto estilo, tendo-me proporcionado um fim-de-semana verdadeiramente inesquecível.

28 julho, 2008

Pequenas curiosidades do Código Penal Português, parte 1

Retirado desta notícia:

Porto, 28 Jul (Lusa) - O indivíduo que baleou os vizinhos por acreditar que um deles, pelo facto de ser homossexual, estaria a sodomizar o seu gato foi hoje condenado, no Tribunal São João Novo, Porto, a cinco anos e seis meses de prisão efectiva.

José Maria Correia, 53 anos, empregado de mesa há 32, foi condenado pelos crimes de homicídio na forma tentada e detenção de arma proibida.

O tribunal deu como provado que, em 27 de Outubro de 2007, José Correia pediu a Anabela Cruz Silva (atingida pelos disparos), que se encontrava no pátio das habitações, que a ajudasse a resgatar o seu gato que havia fugido para um terreno contíguo.

Na impossibilidade de Anabela Silva poder responder à solicitação do arguido, o vizinho José Pedro Macedo, que estava à janela da sua habitação e se apercebeu da situação, prontificou-se a ajudar no resgate.

Quando José Correia viu José Pedro a tentar apanhar o gato começou a proferir expressões injuriosas sobre a sua orientação sexual.

Assim que consegue capturar o animal, o vizinho de José Correia desloca-se para a habitação do arguido, ficando Anabela Cruz no pátio, onde foi atingida pelos disparos de uma pistola Browning, de calibre 6.35, pertencente ao arguido.

Provou-se ainda que José Correia acreditava que a pessoa no pátio era José Pedro e estava convicto de que "este era homossexual e que pudesse ter havido contactos de natureza sexual entre o vizinho e o gato".

No seguimento dos disparos, Anabela Cruz, professora de ensino secundário, foi transportada para o hospital de São João onde foi submetida a uma intervenção cirúrgica da qual resultou uma cicatriz de 23 centímetros.

O tribunal deu ainda como provado que José Correia agiu deliberada e conscientemente com o propósito de tirar a vida a José Pedro, considerando a sua postura durante o julgamento "profundamente desconcertante" e com um "comportamento homofóbico".

Durante as buscas policiais foram encontradas 38 munições em casa do arguido, conhecido por "Zé Pistoleiro", como contou Maria da Conceição Volta, tia da ofendida.

O juiz-presidente, João Amaral, considerou que o motivo que desencadeou os factos "é torpe".

"Dar um tiro em alguém por ser homossexual e por supostamente ter tido relações sexuais com um gato que ajudou a resgatar, e por isso o animal ter ficado paneleiro, é talvez o motivo mais torpe que eu já vi na minha vida", frisou o magistrado.

28 junho, 2008

Pequenas curiosidades do Código Penal da Malásia, parte 1

Retirado desta notícia, relativa ao senhor da foto em cima:

«Kuala Lumpur's police chief for criminal investigations, Ku Chin Wah, said a man filed a police complaint late Saturday claiming that Anwar sodomized him.

"We are investigating the complaint," Ku said.

Sodomy, even if consensual, is punishable by 20 years in prison in Muslim-majority Malaysia.

Ku said police have no immediate plans to arrest Anwar, despite a cell phone text message sent by Anwar's People's Justice Party warning that he would be detained this weekend.

Ku declined to identify the man who lodged the complaint, but the People's Justice Party identified him as Anwar's assistant, who started working for him in March.»

Sem comentários.

30 maio, 2008

R'n'R Lx

Quando eu era novo, ter de ir a Chelas era motivo de preocupação e não de excitação!

27 maio, 2008

Fim de Semana em Barcelona

Antes de mais quero pedir desculpa por vos ter deixado entregues à bicharada (i.e. - co-tralalas) durante quase um mês. A minha última posta já data de 1 do corrente e com este, deve sair da página... Infelizmente não estive este tempo todo em Barcelona (mas tenho mesmo mesmo pena), e nem é por falta de coisa interessantes para escrever, é mesmo por falta de disposição mental para o fazer.

Lá peguei na família e fui passar 3 dias a Barcelona, aonde não ia há uns 14 anos. É pouco tempo, mas mais vale ir apanhar chuva lá, do que ficar a apanhar chuva cá. Como as miúdas nunca lá tinham estado, tive de repetir alguns dos lugares comuns: as Ramblas, o parque Güell, e a Sagrada Família (que até parece já ter tecto). Mas aproveitei para ver umas coisas novas.

Continuando a obrigatória visita às casas do Gaudi, visitei desta feita a Batlló, que quando da minha primeira visita não estava aberta. Gostei muito e, apesar de o telhado ser inferior, achei o interior ainda mais interessante do que o da Pedrera.

Aproveitei uma manhã de Domingo cinzenta e chuvosa para nos refugiar no MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona), que ficava a 100 metros do hotel. Apesar de um pouco pós-moderno demais para o meu gosto (principalmente as exposições temporárias), gostei muito do espaço e desta bela cama desfeita do Tàpies.

O hotel em que ficámos (o Ciutat Vella) foi estrategicamente escolhido por ficar na Calle Tallers, uma perpendicular às Ramblas onde se encontram a maioria das lojas de discos da cidade. Para vinilólicos anónimos a coisa não está famosa, mas tenho de destacar a CD Drome que ficava mesmo à frente do hotel e onde encontrei um conjunto de discos que teimam em não aparecer por cá: dEUS, Notwist e Madrugada, todos em edição limitada. A loja até pode ser pequena e ter pouco stock, mas o que tem é escolhido a dedo, e quem por lá trabalha percebe claramente do assunto.

Há 14 anos, saí de Barcelona convencido que era a cidade onde gostaria de morar. Hoje pode estar ainda mais cheia e mais turística do que nessa altura, mas mesmo assim, continua a ser uma das minhas cidades favoritas...

Bela aterragem, Phoenix!


09 maio, 2008

São umas atrás das outras...

A Polícia brasileira desmantelou uma operação de tráfico de droga e armas no Rio de Janeiro. Reparem na t-shirt do segundo artista a contar da esquerda...

25 novembro, 2007

Fim de Semana em Madrid

Fui passar o fim de semana a Madrid. Tinha uma impressão bastante negativa da cidade por só ter ido lá em trabalho, mas confesso ter vindo de lá muito contente (ou como eles diriam encantado)...

Passei pelo Reina Sofia para ver a exposição da Paula Rego (altamente recomendável), e aproveitei para atirar os olhos à Guernica e a uma data de obras do Picasso, do Dali e do Miró.

Longos passeios a pé pelo Passeo del Prado e pela Gran Via e shopping spree na Calle Preciados e arredores (como sou muito generoso para mim limitei-me a meia dúzia de livritos - o grosso da despesa foi obviamente para as kidas).

Não há como os próprios Espanhóis para reconhecerem a dificuldade que sentem em aprender a língua dos outros...

23 outubro, 2007

O Papá (Não Confundir com o Papa)

O senhor do desenho acima é o meu pai. É sem dúvida um bocado fora do comum apresentá-lo aqui, entre os posts menores dos meus CCCC (Caros Camaradas Contra Culturalenses), mas dado ele agora ter uma cadeia de lojas, não poderia deixar de o fazer. Militar de carreira, está pré-reformado há uma porrada de anos. Agora dedica-se a viver a vida o melhor que pode, e a criar gadgets para sedentários citadinos, de quando em vez.

Acabo com um recado: Pai, como membro honorário do teu clube de fãs exijo que rapes o bigode! E também gostava que desenhasses mosquiteiros, apitos e navalhas ponta-e-mola mais sexys...

31 agosto, 2007

Postal de Goa XXX : Geologia


Parece-me que não é tão cedo que irei esqueçer as inúmeras tonalidades de verde da vegetação escassa, nem o tom castanho argila da terra. É impossível olvidar a textura marmórea da rocha, fria, insensível, imponente. Senti-me impotente, insignificante perante tão avassaladora demonstração de virilidade milenar. Foi mesmo especial o dia em que fui tropicalizado...

Uma palavra de apreço ao Monsieur Coque e ao Doctor Sucker, o casal Canadiano que me abriu o olho e me despertou o gosto pela Goa interior.


30 agosto, 2007

O Melhor de Goa


Foram sem dúvida as vacas na praia. Já em Portugal é uma coisa que eu aprecio bastante, um dos meus vícios. Então se estiver de Gold Flake na mão e Cobra na boca, sou um homem feliz...

28 agosto, 2007

Postal de Goa VI : Vícios

Sempre que vou de férias para outros lugares, tenho tendência a obter novos vícios, mesmo quando necessariamente temporários. Goa não foi excepção...

O Coffee Day é uma cadeia de cafés que só existe na Índia e que já tem 326 lojas abertas. Esta é a de Panaji por onde passei praticamente todos os dias, dado ser o único sítio em que se podia beber um café de jeito (para o nosso gosto). Na generalidade dos sítios se se pedir só café recebe-se leite com café e se se pedir black coffee recebe-se Néscafe... Uma espécie de Starbucks dos pobrezinhos, para além dos cafés normais e gelados, também tem uns bolos de chocolate maravilhosos...


Com tanto picante na comida, a cerveja foi a bebida de eleição para acompanhar as refeições. Esta Cobra tem a particularidade de (contrariamente ao que acontece com as nossas cervejas) não encher, e isto apesar de não ser daquelas lagers tão leves que não sabem a nada (como a Kingfisher). Já a conhecia de cá, mas foi só com o consumo repetido que a fiquei a apreciar. Disponível em garrafas de 33 e 75 cl, optei quase sempre pela 2ª. Curiosamente nota-se que a produção da cerveja ainda deve ser semi-artesanal, dado ter notado várias diferenças de sabor...


O Gold Flake tem o tamanho do nosso SG Filtro e vende-se em maços de 10 cigarros por menos de 0,50 €. É muito bom para uma coisa tão má... Também aproveitei para fumar uns beedies que também são muito agradáveis.


Tal como já referi anteriormente, fiquei hospedado no Hotel Nova Goa em Panaji. Não é um hotel de luxo (se quiserem luxo podem sempre pagar 300 € por noite no Taj de Fort Aguada), mas é muito limpo, o pessoal é imensamente prestável e simpático, o restaurante é muito bom, o ar condicionado funciona e tem a vantagem de ficar mesmo no centro da cidade...

Agora que já estou em Lisboa e de volta ao emprego (nunca me custou tanto voltar lá), sinto imensa falta destas coisas todas... O que vale é que a S fez Caril de Frango para o jantar...

24 agosto, 2007

Postal de Goa V : Paparoca!

Dada a ignomia demonstrada após a minha partida para estas partes, seguida da falta de produção verificada nos tempos recentes, decidi trocar os meus dois co-CEO-Sysadmin-tralala, pelos dois senhores na foto. O blog também vai passar a chamar-se Culinária e Cultura (o CC fica, CC), e apresentaremos uma receita diariamente em Konkani (vão ter de aprender)... Eu continuarei a escrever sobre livros / discos / filmes sobre os quais ninguém quer saber, mas apenas por resistência e mau gosto.

Falando a sério (na medida do impossível!), na passada 2ª feira fui convidado pelo dono do Hotel em que estamos alojados (o Nova Goa) a preparar um prato de bacalhau. Optei pelo Lagareiro, porque é daqueles pratos em que se os ingredientes forem bons, a coisa sai sempre bem. Foi uma experiência muito divertida, com grandes confusões de linguagem, desde pedir ground pepper e receber brown paper, à inevitável porrada nas batatas que divertiu imenso os meus co-Chefs (inicialmente pensavam que era uma técnica para verificar se as batatas estavam assadas ;-). Segue foto do resultado que foi bastante apreciado (Ervi e outras almas sensíveis é favor fecharem os olhos).

Apesar da minha insistência em dizer que não sabia nada de cozinha, que só o fazia para o deleite da família e amigos (e o meu próprio, claro), o Chef máximo repetiu várias vezes que eu era um grande cozinheiro, ao que eu respondi várias vezes que eu é que tinha muito a aprender com ele... E é mesmo verdade. A cozinha cá da terra é de uma riqueza impressionante, apesar de temer ter ficado com as papilas gostativas irremediavelmente danificadas pelo picante, o qual já sinto muito menos e que já nem me faz suar.

Os pratos mais "típicos" de Goa são o Frango Cafreal (envolto numa pasta verde de bastante mau aspecto mas muito saborosa) e o Xacuti. Mas a comida da India é tão rica em variantes, que estes se tornam bastante repetitivos em pouco tempo. E depois as pessoas todas são da opinião que uma pessoa deve comer até ficar no limite do vómito, pelo que a maioria das refeições é constituída por uma quantidade interminável de iguarias... Deixo-vos com uma foto de uma Paper Dosa, uma espécie de crepe estaladiço do tamanho do meu braço que me "obrigaram" a comer ao lanche uma tarde destas!

23 agosto, 2007

Postal de Goa IV : Vistas

Logo das primeiras impressões tiradas ainda no avião, ficou muito claro que Goa era um sítio em que a natureza tem uma força completamente diferente do ambiente quase estéril e controlado em que os países ditos civilizados vivem.

Aqui, a presença do homem faz-se notar à mesma, mas parece muito mais temporária... A degradação provocada pela humidade nos edifícios por nós construídos atesta precisamente isso.


Parece-me que não é tão cedo que irei esqueçer as inúmeras tonalidades de verde da vegetação densa, nem o tom castanho argila da terra. Será que fui tropicalizado?





20 agosto, 2007

Postal de Goa III : Transportes

Dado o custo elevado dos carros, o meio de transporte mais comum por estas partes é a moto. O trânsito flui de forna free for all a 50 à hora, não há quase semáforos (acho que só consegui ver um desde que cá estou), as passadeiras existem mas são um conceito incompreendido pela generalidade dos condutores, existe uma constante comunicação via buzina (e eu que pensava que em Portugal faziamos muito barulho)...

Outros conceitos consistentemente ignorados são os de "capacete" e "limite de passageiros". É frequente ver familias de 4 em cima de uma scooter e inclusivamente crianças de colo, todos sem qualquer tipo de protecção.


A confusão na foto acima é uma oficina de motos a céu aberto. Basicamente os condutores estacionam as motas nesta rua e esperam que um mecânico venha ter com eles para fazer um quick fix e seguirem o seu caminho...

Em termos de transportes públicos temos o famoso rickshaw, modernizado para versão motorizada para dois passageiros...


E os famosos autocarros (desculpem não ter posto uma foto de um ocupado e em andamento, mas este era bom de mais para ignorar)...



16 agosto, 2007

Postal de Goa II : Sinais

Entrada da Basílica do Bom Jesus (ando muito espiritual)...

Sinal de néon no interior da Basílica...

Na entrada de uma exposição de arte...

Esta é dedicada ao Ervilh@

... e esta a todos os SCPs que leiam este blog...

Postal de Goa I


Como podem ver estou a tentar passar despercebido por estas partes! Mas olhem que não é fácil... O meu ar ocidental faz-me ser regularmente perseguido por vendedores ambulantes que me tentam impingir tudo e mais alguma coisa (desde a bela pachmina até à irmã)... E o problema é que se por acaso cairem na tentação de comprar alguma coisa, são imediatamente cercados por outros vendedores que só vos largam quando acabar o dinheiro...


Mas não fiquem mal impressionados... Apesar de pequenos acidentes de percurso: uma outite (em cura) e um início de constipação (não imaginam o que quero dizer com "ar condicionado agressivo") andamos por cá muito bem dispostos e a embeber a cultura e os modos desta impressionante civilização...


Seguem mais umas imagens...