01 março, 2006

Disco : Dresden Dolls - Yes, Virginia

Os Dresden Dolls são Amanda Palmer e Brian Viglione. Ela destrói pianos e canta, ele parte baterias e faz mímica. Chamam à música que fazem "Cabaret Punk", o que me parece uma descrição bastante justa. Quando lançaram o seu 1º álbum homónimo em 2003 (antes já tinham um pequeno CD - A is for Accident - gravado ao vivo para venda nos concertos), tornaram-se a minha revelação do ano, teriam tido destaque na lista de discos se a houvesse na altura, e teriam ficado muito próximo de um 5/5 se não fosse uma faixa com que embirro chamada Jeep Song. As minhas expectativas quando "recebi" este advance do novo álbum eram portanto elevadíssimas...

... E não pude deixar de me sentir algo desiludido com as primeiras audições:
- Em termos imediatos apercebo-me que o som está menos Cabaret e mais Punk, ou seja, está mais vulgar do que anteriormente;
- Também a produção parece inferior ao 1º, a voz da Amanda está menos clara, e nota-se uma total ausência de efeitos, centrando-se num som praticamente "ao vivo";

No entanto com as audições posteriores fiquei completamente viciado no disco, não tendo conseguido ouvir mais nada durante duas semanas... De tal forma que até as minhas filhas já cantarolam as músicas à hora de jantar, o que quer dizer uma de duas coisas: ou o disco está feito para uma idade mental à volta dos 8/9 anos, ou na realidade está apenas mais acessível.

Resumindo, apesar de uma primeira impressão menos positiva, os Dresden Dolls continuam no bom caminho para o domínio do mundo, e podem contar com o meu dinheiro para quando o disco sair em 18 de Abril (ou quando raio chegar a Portugal) e para o hipotético concerto a realizar em Maio (estava previsto para o Santiago Alquimista, mas agora oiço falar em Famalicão)... Altamente recomendado ( 4 / 5 ).

Aproveito ainda para recomendar o DVD da banda, intitulado Paradise, que não sendo um prodígio da tecnologia (imagem fraquinha e som mediano), vale a pena sobretudo pela energia da apresentação ao vivo nele contida... e pela curiosidade do documentário de cerca de uma hora.

1 comentário:

Rui Ribeiro disse...

E há músicas novas! :)