25 março, 2007

Filme : Babel


Eu sei que vou atrasado, mas o sacana do Iñárritu, levou-me pela terceira vez consecutiva... Tenho que concordar com algumas das criticas feitas ao filme: é mais linear e mais calculista do que os anteriores, tem alguma tendência para o simbolismo básico, o argumento tem alguns pontos pouco convincentes, tem uma provável pretensão paternalista de mostrar o mundo como ele é aos Americanos. Mas tudo o resto me fez esquecer estes pontos: a fotografia e realização assombrosas, interpretações excepcionais (e não estou apenas a falar dos actores "famosos"), a música triste e bela... Resumindo, e apesar da manipulação emocional (não ao nível do Lars Von Trier mas nitidamente existente) foi o filme que me tocou mais nos últimos tempos (provavelmente desde o 21 Gramas) e por isso merece todos os meus elogios...

Com este filme encerra-se a "trilogia da morte" motivada (até certo ponto) pelas tragédias pessoais do realizador, o qual confirma a permanência na minha short list de gente a seguir fervorosamente. Fico muito curioso para saber por que caminhos deste mundo me irá levar a seguir... ( 4,5 / 5 )

5 comentários:

Anónimo disse...

E quando te levarem não te esqueças de nós. Continuamos aqui à espera que partilhes connosco. Fico muito curiosa...

Bruno Taborda disse...

Podes ficar descansada que continuarei a partilhar... Só não o faço mais vezes porque nem sempre tenho tempo (ou sorte) para ler / ver / ouvir coisas que valham verdadeiramente a pena recomendar...

Anónimo disse...

ARPEMATA
Não concordo que o filme tenha qualquer pretensão paternalista. Quanto muito...moralista! Não tenho nada quanto ao exercício de moral comparada desenvolvido pelo realizador. Acho que o filme foi o grande vencido dos Óscars 2007. Rectifico a tua pontuação para (5,0 / 5,0)

pedro disse...

olá Bruno, concordo com tuas observações sobre Babel. Por mais que sintamos certos acontecimentos no filme como exagerados, dando voltas no mesmo lugar para demonstrar um ponto. Não há como não nos tocarmos pela trilhas, atuação e clima do filme. Porém, a trilogia da morte não é motivada pelas perdas do diretor, isso é oq ue ele diz. Vi uma aentrevista de Arriaga comentando a briga com o diretor, ele explica que um dos motivos foi exatamente suas manifestações sobre a SUA trilogia, quando na verdade o roteirista já tinha, antes mesmo de realizar amores perros, projetado uma trilogia da morte, fechando com 21 gramas (amores perros eras o segundo, o primeiro deve ser um roteiro não filmado, não lembro o nome.) e basta ler os romances do escitor/roteirista para percebermos que os temas dos filmes estão sempre presentes em sua obra escrita.
Outra coisa bem legal dita por Arriaga é que ele nunca escreve roteiros por encomenda, não aceita desenvolve rum projeto baseado no argumento criado por um diretor, todas idéias são originais.
É interessante observar uma outra coisa também, a dupla fez filme falando sobre a morte e finalmente a redenção, tocando em temas muito humanos e tratando-os de maneira muito humana, para terminarem a parceria por uma briga de egos. Nem sempre a arte imita a vida não é mesmo? abraços

pedro disse...

escrevi o comentário na correria do trabalho, me perdoa os erros de digitação e etc. :)