02 novembro, 2006

Disco : Metric - Live It Out


Pois é, acho que é a primeira vez que me vêm a recomendar um disco, sobre o qual a Pitchfork disse mal (4.2 em 10). Como devem compreender, isto é extremamente limitativo para mim, uma vez que não poderei limitar-me a traduzir / adaptar a critica deles para por aqui, como é meu hábito... Agradeço por isso que façam o esforço adicional necessário para perceberem o que raio tenho a dizer sobre o disquinho.

Estes Metric são produto das mentes de Emily Haines e James Shaw, Canadianos e membros dos Broken Social Scene (também gostava de saber que músico Canadiano nunca pertenceu a este colectivo). Este Live It Out é o segundo album de originais e, apesar de ter saído no seu país de origem há mais de um ano, só foi lançado na Europa em Julho do corrente. Chego portanto um pouco atrasado à recomendação, mas como dizia o profeta proveta: Mais vale tarde do que cedo... Também me parece perfeitamente justificável o atraso, dado este ser daqueles discos que passam totalmente despercebidos e que eu só decidi procurar por ter gostado do video do excelentississimo Monster Hospital quando passou na MTV2.

Deixando de parte a filosofia e pegando o touro pelos cornos, devo dizer que concordo até certo ponto com a Pitchfork, porque de facto não consigo identificar o que o disco tem de especial. Eu diria que é daqueles discos que, apesar de esteticamente próximo dos "independentes", consegue ter um toque algo comercial que o poderia tornar um sucesso (se alguém quisesse apostar na sua promoção), mas que por outro lado sacrifica qualquer possibilidade de ser bem visto pelos media da Intelligentia (como comprova a critica da Pitchfork). O som é basicamente rock com residuos de pop, a fazer lembrar algumas das minhas bandas favoritas do início dos anos 90 (leia-se Throwing Muses, Belly, etc.). Aliás, faz-me lembrar particularmente o The Real Ramona dos Throwing Muses no equilibrio que este apresentava entre as melodias pop da Tanya Donnelly e os riffs agressivos da Kristin Hersh.

Tendo algo de inovador ou não, o facto é que é o disco que mais tenho ouvido durante esta 2ª metade do ano, continuando a ter indubitável prazer a cada nova audição... Por esse motivo não posso deixar de recomendar a vossa descoberta, e esperar que um dia venham a fazer um disco verdadeiramente enorme. ( 4 / 5 )

3 comentários:

xá-das-5 disse...

tu não gostas de Keane. És um foleiro!
;)

Hugo disse...

O Pitchfork também não acerta em tudo! Mas prefiro o Old World Underground, Where are You Now? (o album anterior, de titulo gigante, dos Metric)

Bruno Taborda disse...

Também ando a ouvir o álbum anterior, e também gosto (mas sou ao contrário porque gosto mais deste ;-)