Nem são Japoneses (mas sim Ingleses) nem um duo (mas sim um quarteto). O álbum Lightbulbs já saiu há algum tempo e está repleto desta música quase de dança, servida com doses generosas de humor e de estilo.
Calexico - Two Silver Trees
Com o novo Carried to Dust os Calexico fizeram um álbum ao nível do que tinham produzido de melhor até hoje. Não mexe muito na fórmula, mas a mistura multi cultural que produzem está mais sentida e apurada do que nunca.
Ben Folds - You Dont Know Me (featuring Regina Spektor)
Ainda há dias vos falava dele (a propósito da produção do Who Killed Amanda Palmer), e agora também por aqui anda com um excelente disco novo (Way to Normal). Este não me parece ser dos melhores temas do álbum (e o vídeo não ajuda muito), mas tem a presença da Regina Spektor de quem já ando a sentir falta. De qualquer forma não poderia deixar de destacar alguém capaz de fazer a brilhante versão que podem ver aqui abaixo...
Uma fotografia basta. Não pensavam que eu iria deixar passar em claro atingirmos este número mítico de visitantes únicos, pois não? E antes que se ponham com coisas, esta imagem NÃO é da Sarah Palin, nem do Bruno com o LR.
Cold War Kids - Something Is Not Right With Me Descobri esta excelente banda da California graças ao Carca, e o primeiro álbum - Robbers & Cowards - fez as minhas delicias durante vários meses. O novo Loyalty to Loyalty já por aí anda e também me parece muito bom, apesar de menos rockeiro, mais bluesy, menos acessível e mais escuro. Este é o seu 1º single...
David Holmes - I Heard Wonders
A espera por este novo disco de David Holmes, foi muito longa. O excelente Bow Down to the Exit Sign, já data de 2000, e se bem que tivemos direito a uns projectos de remixes interessantes (The Free Association) e a umas bandas sonoras (os Oceans) pelo caminho, as saudades da mistura ecléctica de sons e influências que o homem usa já eram grandes. Às primeiras audições o novo The Holy Pictures fica muito longe de desapontar.
TV On The Radio - Golden Age
Mais um regresso em versão menos rockeira (será moda?). Ao 4º album (Dear Science,) a banda reinventa-se com um som mais funk e mais pop, e parece demonstrar ter a capacidade para evoluir e durar muitos anos a fazer Música. Ainda anda em descoberta, mas parece-me que temos um grande disco.
Estreada por terras de Camones no dia em que entrei nos entas, True Blood é a nova criação de Alan Ball, autor da minha série-favorita-de-todos-os-tempos: Six Feet Under (ou para Tugas puristas 6 Palmos de Terra).
Um grupo de cientistas japoneses conseguiu sintetizar o sangue, e este agora vende-se em supermercados e boas lojas de conveniência. Com isto os vampiros puderam sair do caixão, e estão agora aproximadamente inseridos na sociedade civil, apesar de serem discriminados. Também foi descoberto pelos humanos que o sangue de vampiro é uma droga poderosa, e por isso estes também são caçados pelas antigas redes de trafego de orgãos. A acção centra-se numa pequena cidade da Louisiana, onde Sookie (uma muito bem escolhida Anna Paquin), uma emprega de mesa telepata, conhece Bill (Stephen Moyer)um vampiro muito misterioso (como não poderia deixar de ser) por quem se apaixona.
Misturando o estilo único de representação da vida familiar de Ball, com os géneros de terror e ficção cientifica, dá um resultado bastante fora do vulgar. Acrescentando o calor libidinoso da Louisiana à mistura, torna-a totalmente irresistível. Ainda só passaram 2 episódeos, mas foram mais do que suficiente para ficar rendido e impacientemente à espera de mais... Deixo-vos uma dentadinha.
Catorze faixas. Doze anos e dez meses de espera. Coisa pouca para um homem de barba rija como eu. O entusiasmo juvenil já lá vai, afinal são quase três décadas de dedicação à causa, mas garanto-vos que este será não só o melhor álbum do ano, como o da década transacta.
De regresso de férias, deparo-me ainda com os resquícios da silly season, e com a falta de novidades verdadeiramente novas para recomendar. Mesmo assim consegui reunir um grupo de vídeos jeitoso...
Elbow - Bones of You
Os Elbow ganharam esta semana um muito merecido Mercury pelo seu The Seldom Seen Kid. Em termos formais, se tivesse de escolher entre os nomeados, teria de escolher o In Rainbows, mas o facto é que os Elbow já têm uma carreira longa e cheia de discos muito bons, e precisam muito mais do reconhecimento e destaque obtidos por este prémio do que os Radiohead. Para quem ainda não ouviu é daqueles discos que se vai entranhando devagarinho na alma, e que soa mais delicado e complexo a cada nova audição. Absolutamente obrigatório.
The Notwist - Boneless
Já por aqui vos tinha falado do último disco desta banda alemã, que continua a ser injustamente ignorado. Este é o 2º single do álbum e é provavelmente o tema mais acessível, e por isso uma excelente escolha...
Dodos - Fools (Live)
Desde que comecei esta rubrica que ando à procura de um vídeo de jeito deste extraordinário duo acústico. Finalmente consegui encontrar uma gravação ao vivo deste Fools, e que me deixou imensa vontade de estar lá. O álbum Visiter com a sua folk maníaca é excelente e mais uma vez recomendado, apesar de poder ser um pouco esquizofrénico demais para algumas pessoas...
Bowerbirds - Dark Horse (Live)
Apesar de já ser de 2007, e tal como previa na última edição desta coluna, o álbum Hymns for a Dark Horse revelou-se a banda sonora das minhas férias. A ver vamos se arranjo tempo para escrever algo mais completo sobre ele... Entretanto não consegui resistir à intimidade quase excessiva desta gravação ao vivo dentro de um carro em andamento.
Como se não bastasse já uma critica ao disco, e um vídeo na rubrica semanal, volto a chatear o público com a minha querida Amanda Palmer... E isto tudo porque ela decidiu fazer uma espécie de "Radiohead" e lançar o disco directamente para o consumidor. Com a diferença que todas as modalidades disponíveis contemplam suporte físico.
A edição mais completa, limitada a 672 encomendas, e de que eu consegui garantir uma cópia por 100 USD contém: - Download imediato do álbum com duas faixas bónus; - CD Digipack assinado pela Amanda e pelo Ben Folds; - Uma T-Shirt exclusiva; - Download de um EP digital "exclusivo" de demos e raridades; - Uma litografia exclusiva assinada pela Amanda; - Um livro escrito pelo Neil Gaiman e assinado por ambos; - Edição em vinil assinada pela Amanda; - Fotografias de cenas do crime; - Uma prova do crime (diferente em cada uma das 672 cópias);
Para além disto tudo ainda há um concurso para ganhar um concerto privado, bilhetes para concertos, e vouchers para a loja dos Dresden Dolls.
A isto é que eu chamo dar tudo por tudo, apesar das más linguas poderem dizer que está trying too hard. A edição limitada já está esgotada, mas os interessados ainda poderão ver as restantes versões por aqui. E para terminar tomem lá Guitar Hero...