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16 julho, 2009

Sitcom

No melhor estilo de humor britânico, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa disse que para fortalecer a esquerda é necessário votar no PS. 
Suponho que, pela mesma lógica, para fortalecer a direita seja necessário votar POUS. Ou então PS.

06 junho, 2009

David Carradine (1936-2009)

A estrada é longa, Gafanhoto, mas foste paciente como o tigre e orgulhoso como o dragão.

12 maio, 2009

Everybody lies

A Fox retomou ontem a emissão da 5ª temporada da série House M.D. – a série que me impediu de continuar a desprezar séries, mesmo antes de conhecer e viciar-me no Lost. House M.D. tem o melhor personagem de toda a ficção contemporânea, uma espécie de Diógenes dos tempos modernos. É o dr. House (e a interpretação de Hugh Laurie), com a sua ternurenta visão do mundo, o seu amor pela humanidade e com os seus diálogos energéticos e cáusticos, que sustenta uma série onde metade do argumento é imperceptível ao cidadão comum (e mesmo a mim, que sou dotado de uma inteligência superior).

Escrevo (direito) nestas linhas virtuais (melhor que Deus, portanto, que se socorre de linhas reais, ainda que tortas) em dia de justa greve de enfermeiros e em período de visitas a um hospital público de Lisboa. Fico a saber que as maiores diferenças dos hospitais públicos portugueses em relação ao Princeton-Plainsboro Hospital não se prendem com a qualidade técnica, simpatia ou disponibilidade do pessoal médico e enfermeiros, mas sim com os meios ao dispor desta gente. Assim, para que tenham uma ideia, informo V. Exas. que no Hospital Egas Moniz as endoscopias e as colonoscopias (80 centímetros de tubo pelos intestinos dentro) são feitas sem anestesia, pois a Comissão Liquidatária do Serviço Nacional de Saúde (vulgo Ministério da Saúde) entende que isso é dinheiro mal gasto. Penso que tal se deverá ao facto de o nosso primeiro-ministro não recorrer a lubrificantes ou anestésicos quando é penetrado analmente (clinicamente falando, claro: os tais 80 centímetros de tubo).

Saúdo, portanto, o regresso da transmissão da série e dedico este meu primeiro poste aqui no CONTRACULTURA, nomeadamente o título e a imagem, ao nosso primeiro-ministro.

08 outubro, 2008

Top 10 - Actrizes de Séries de Televisão Recentes

#10 April Pearson, Inglesa, 19 anos, Skins


#9 Olivia Wilde, Americana, 24 anos, House M.D., The O.C.


#8 Hayden Panettiere, Americana, 19 anos, Heroes, Malcom In The Middle


#7 Jennifer Morrison, Americana, 29 anos, House M.D.


#6 Emma Pierson, Inglesa, 27 anos, Hotel Babylon


#5 Callie Thorne, Americana, 38 anos, Rescue Me, The Wire, Prison Break


#4 Meital Dohan, Israelita, 30 anos, Weeds


#3 Alexis Dziena, Americana, 24 anos, Invasion


#2 Evangeline Lilly, Canadiana, 29 anos, Lost


#1 Kaya Scodelario, Inglesa, 16 anos, Skins

18 setembro, 2008

Série : True Blood

Estreada por terras de Camones no dia em que entrei nos entas, True Blood é a nova criação de Alan Ball, autor da minha série-favorita-de-todos-os-tempos: Six Feet Under (ou para Tugas puristas 6 Palmos de Terra).

Um grupo de cientistas japoneses conseguiu sintetizar o sangue, e este agora vende-se em supermercados e boas lojas de conveniência. Com isto os vampiros puderam sair do caixão, e estão agora aproximadamente inseridos na sociedade civil, apesar de serem discriminados. Também foi descoberto pelos humanos que o sangue de vampiro é uma droga poderosa, e por isso estes também são caçados pelas antigas redes de trafego de orgãos. A acção centra-se numa pequena cidade da Louisiana, onde Sookie (uma muito bem escolhida Anna Paquin), uma emprega de mesa telepata, conhece Bill (Stephen Moyer) um vampiro muito misterioso (como não poderia deixar de ser) por quem se apaixona.

Misturando o estilo único de representação da vida familiar de Ball, com os géneros de terror e ficção cientifica, dá um resultado bastante fora do vulgar. Acrescentando o calor libidinoso da Louisiana à mistura, torna-a totalmente irresistível. Ainda só passaram 2 episódeos, mas foram mais do que suficiente para ficar rendido e impacientemente à espera de mais... Deixo-vos uma dentadinha.

17 junho, 2008

Ando Perdido Sem Ti

Tenho saudades do tempo em que iluminavas as minhas noites. Quando voltas? Em Setembro?

19 março, 2008

Fotonovela : As Aventuras de Dário Valter II

Nem a descoberta inesperada das maiores reservas petrolíferas do planeta em Lanzarote poderiam levar Dário Valter a imaginar o que estava prestes a acontecer. Depois da retirada unilateral da NATO, da ONU e dos Jogos Olímpicos de Inverno, os Neoconservadores Norte-Americanos liderados pelo temível W. decidiram invadir a paradisíaca ilha sob falsos pretextos e prender todos os homens adultos que possuíssem roupinha interior de super herói.


Considerado um “combatente ilegal” Dário é levado num voo secreto da CIA até ao aeródromo de Tires. Daí segue para a colónia penal ultra secreta das Berlengas, a Guantânamo da Europa, num Renault 5 de 83 e, posteriormente, num barquinho a remos. Lá chegado, é interrogado insistentemente e forçado a cavar valas comuns com as próprias mãos.


As condições no cativeiro são tão infra-humanas que, de forma a manter a sanidade mental, Dário vê-se forçado a filtrar água do mar para ajudar um companheiro de cela hemofílico a fazer diálise manual.


Num dos momentos mais dramáticos de sua vida, Dário assassina Bobbie Wan Cão-Nobri só para sobreviver. Os produtos afrodisíacos à base de cão morto tem grande procura na colónia penal exclusivamente masculina e Dário consegue usá-los como moeda de troca num negócio com um guarda corrupto.


Adquirida a prancha, Dário aguarda pelo momento certo. Estuda ventos e correntes, vê o Prison Break em DVD e a 25 de Abril surfa com sucesso até Peniche.


Depois da obrigatória visita ao forte de Peniche e à sentida homenagem a Cunhal, outro foragido de sucesso, Dário começa progressivamente a regressar à vida normal e à noite. Protegido pela população local, para quem é, justamente, um herói maior que Zé Maria, é neste momento que Dário cria o seu famoso alter-ego de DJ Vader.

05 fevereiro, 2008

Space: 2008

Morreu hoje o actor Barry Morse. Para quem não saiba, interpretou a personagem do Professor Victor Bergman (à direita na foto). E leva com ele um bocado precioso da minha infância...

19 dezembro, 2007

My Personal Jesus

Sandokan, Tiger of Mompracem

27 julho, 2007

Séries: The Wire – A Escuta


Depois de muitos anos de travessia do deserto há, novamente, muitas séries de televisão que valem mesmo a pena ver. Mas não na televisão, claro! Esqueçam os horários inexistentes, os intervalos incovenientes e a espera semanal interminável e dediquem-se em exclusivo ao DVD.

Nos últimos tempos tenho consumido séries como se não houvesse amanhã, até parece que a época futebolística atravessa o intragável ”defeso”. Além das mais mediáticas como o Lost, 24, Nip/Tuck, House M.D., Prison Break, The Sopranos, Six Feet Under, etc., tenho visto muita coisa decente como o Rescue Me e o Deadwood, só para citar dois exemplos.

Nenhuma delas chega aos calcanhares, com boa vontade aos joelhos, deste The Wire – A Escuta. Com a chancela de qualidade da HBO, retrata as interacções entre polícias, criminosos e políticos na cidade norte-americana de Baltimore, salvaguardando sempre os diferentes pontos de vista. É aliás esse um dos aspectos fundamentais responsável pela excelência do produto. Não é o bem contra o mal, é a vida real.

Poderia ser catalogada como um “drama criminal”, embora esta definição peque por simplista. É muito mais que isso. O criador David Simon refere que, na prática, é sobre a cidade americana moderna, de como coexistimos juntos, de como a instituições nos afectam e de como há necessidade de fazer compromissos para que, bem ou mal, as coisas lá vão funcionando.

Realismo é a palavra de ordem, o que não significa que não dê para rir às gargalhadas em muitas ocasiões, pois, tal como a vida, não é só tragédia, também há comédia.

Despeço-me com um aviso à navegação: não dá para ver se estiverem cansados e de cérebro dormente e não dá para ver fora de ordem cronológica. Muitos eventos importantes ocorrem “off-screen” e como tal é preciso tomar extrema atenção aos diálogos. E não desmoralizem se nos primeiros episódios sentirem dificuldades com a linguagem, estrutura narrativa e imensidade de personagens, pois, asseguro-vos, a recompensa é deliciosa!

05 novembro, 2006

Série : Heroes

Não é meu habito falar por aqui das "séries da moda". Confesso ter seguido duas séries religiosamente nos últimos tempos (6 ft under e 24), mas em relação às restantes, tenho tendência a perder o interesse ao fim de pouco tempo... No entanto esta Heroes parece-me diferente, e tem culto escrito por todo o lado...

A premissa é muito simples: um conjunto de pessoas normais e afastadas geograficamente começa a ganhar poderes extraordinários sem se saber porquê, ficando claro muito cedo que o objectivo destes poderes é salvar o mundo. Nada de particularmente original por aqui, argumento de BD de super-heróis no seu mais básico, no entanto com o desenrolar da série a coisa ganha tematicas bastante mais adultas, com sexo e violência a pontuarem, e nitidamente a fugir um pouco à template... As personagens são bastante interessantes: uma cheerleader à prova de tudo, um estudante japonês capaz de manipular o plano espaço temporal, um politico capaz de voar, um pintor que vê o futuro quando se droga e que o passa para a tela, um polícia capaz de ler pensamentos, uma mãe de família com uma versão má atrás do espelho (que por vezes assume o controlo), e o mais curioso é que nem todas são moralmente correctas...

E depois tem um "não sei quê" que me parece faltar a todos os filmes de super-heróis que vi até hoje (e atenção que eu gosto de livros de super-heróis) e que é aquele pózinho que nos deixa maravilhados quando algo de inesperado acontece. Ao 6º episodio a coisa está muito misteriosa, e é com algum sufrimento que aguardo os novos capitulos... Tenho a perfeita convicção que a qualquer momento a coisa pode descarilar e deixar de ter qualquer espécie de nexo, mas até lá a viagem está a valer a pena...

14 março, 2006

Série : The IT Crowd


Criado por Graham Linehan (Father Ted), esta série de humor britânico é a primeira a dedicar-se a essas aberrações da natureza (e falo contra mim ;-) que são os informáticos! Peguem em dois sys admins totalmente cromos: Moss - o exemplo do informático socialmente inepto incapaz de proferir uma frase que não tenha a ver com computadores - e Roy - um Irlandês cuja higiene e estado de humor são sempre duvidosos e é viciado em comics, e imaginem-os a trabalhar na sub-sub-cave de uma empresa financeira. Depois imaginem a contratação de uma mulher (Jen), que impolou consideravelmente os seus conhecimentos de informática no CV, como chefe deles e coloquem-nos nas situações mais mirabulantes possível, e terão uma ideia do que esta série oferece.

Apesar de um pouco básica a todos os níveis (realização, interpretações e mesmo no humor), a série é completamente viciante e muito divertida. Consumi esta primeira série, acompanhado da minha Maria (que também é desta espécie), em duas sessões continuas de 3 episódios e rimos que nem uns animais... e ficámos com muita pena de não haver mais (por agora)...

Quanto a hipoteses de isto passar na nossa maravilhosa TV, estas parecem-me reduzidas. A compra de programas no Channel 4 não é muito comum, e acontecendo, o mais provável seria passar lá para as 2 da manhã... Mas não desesperem, porque existem outras possibilidades: o site oficial tem excertos que podem ver (os 2 primeiros episodios foram disponibilizados na integra antes de serem transmitidos); também podem ver ou fazer DL directo aqui; podem recorrer ao P2P; ou podem sempre importar o DVD de Inglaterra (sai em Outubro). Eu fico impacientemente à espera da 2ª série (desta feita com 8 episodios) já prometida para o início do próximo ano...