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15 março, 2009

Galileo Galileo

Bruninho (ou deverei dizer Bubu?), espero que andes atento! Nós (todos) precisamos mesmo disto para termos uma Páscoa Feliz!!!!

18 outubro, 2008

Something For The Weekend (Special Edition)

Uma vez que o Bruno está atrasado com as suas sugestões habituais é a minha vez de vos dar música. A minha proposta é um poker com as amigas, bem regado a tinto e longe de olhares indiscretos, nem que para isso tenham de ir até à Bobadela ou à Cova da Piedade.

10 março, 2008

Nós Somos Assim

Mais ano, menos ano, acabamos por evoluir e chegar ao nível 3. Uns de nós saltam o nível 2, outros andam por lá encravados (paradoxalmente nos jogos de computador para se passar de nível à bruta usam-se os cheat modes), mas a verdade é que lá atingimos o Nirvana. Sim, porque se eu soubesse o que sei hoje ainda teria passado horas mais longas na jogatana!

22 fevereiro, 2008

LR 18 : Videogame Monkey Nerd

A pedido de várias famílias, coloco aqui a primeira fotografia que tenho do muito misterioso LR. Os 16 são aproximativos porque se não estou em erro foi a idade com que recebi a minha primeira máquina fotográfica (uma Pentax K1000 que ainda preservo religiosamente). O local é o meu quarto em casa dos meus pais. O braço penso que é do Ilharco que era um amigo comum que não vejo há mais de 20 anos. A T-Shirt era o "pride and honour" do moçoilo e tinha sido ganha a escrever uma carta para um senhor chamado Gordo Greatbelly que era editor de uma revista chamada Computer and Video Games (C+VG para os amigos).

Penso que acertei nos factos todos, mas se não for esse o caso, tenho a certeza que "alguém" me irá corrigir...

De onde esta veio há mais (e então do Ervi, nem se fala). Mas se as quiserem ver têm de fazer o número de comentários exceder os 20...

P.S. - Afinal é aos 18 e o senhor da revista não se chamava Gordo Greatbelly, mas sim Keith Campbell...

29 novembro, 2005

Jogo : The Movies


Já devem ir para aí uns 20 anitos. Estavamos no fase final do apogeu do famoso ZX Spectrum (para incultos e jovens - o primeiro computador para as massas), quando eu e um amigo meu (também ex-director do CC Carbono), fizemos um jogo cujo objectivo era: fazer filmes! A coisa era bastante rudimentar: começava-se com x de dinheiro, escolhia-se um género, um realizador e os actores, fazia-se a rodagem (com possibilidade de alguns acidentes pelo caminho) e depois via-se o resultado na bilheteira e nos Óscares. Na altura eu percebia muito pouco de programação e tinha mais tendência para as artes, por isso eu fiz os gráficos e o meu amigo fez a programação. As formulas inventadas até não estavam nada mal, porque o resultado muitas vezes correspondia às expectativas. Curiosamente mais tarde eu dediquei-me à programação e o meu amigo não quis saber mais nem de matemática, nem dessas cenas dos computadores, acabando por tirar Direito. O jogo esteve quase a ser publicado pela CodeMasters (que ainda existe), mas acabou por ficar tudo em àguas de bacalhau.

É incrível que em 20 anos ninguém tenha tido a ideia de comercializar um jogo semelhante, dada a popularidade do mundo do cinema. Este The Movies da LionHeart de Peter Moulineaux (antigo chefe da saudosa Bullfrog e autor de clássicos como Populous e Syndicate), vem finalmente preencher a lacuna, mas digo desde já que não me enche as medidas.

Neste jogo somos responsáveis pela criação de um estúdio de cinema nos anos 20. Contratamos o pessoal (realizadores, argumentistas, actores, extras, crew, etc.), construímos as instalações (cenários, laboratórios, centros de desintoxicação e até clinicas de cirurgia plástica) e fazemos os filmes que depois são julgados pelos criticos e podem receber prémios. Até aqui estamos perante um jogo do tipo Sim (ou Theme à la Moulineaux) bastante normal. É nitida a tentativa de evoluir o género ao juntar a estes conceitos "batidos", uma personalidade às nossas estrelas. À medida que o tempo passa os nossos actores e realizadores ganham vicios (comida e bebida - drogas era capaz de ser forte demais), fazem birras, enfim são umas melgas incríveis. Apesar de ser uma nuance interessante o conceito é completamente roubado ao The Sims, e acaba por chatear mais do que aumentar o interesse do jogo.

Mais interessante é a possibilidade de participarmos activamente na realização do filme, escolhendo cenários, fatos, cenas e melhorando assim o guião feito pelos nossos argumentistas. Após a rodagem também podemos trabalhar a pós-produção. O resultado final pode ser exportado para um formato autónomo e distribuido a quem bem entendermos. No entanto, e apesar do valor de "novelty" desta opção, ela não impacta verdadeiramente no resultado do filme no universo do jogo, pelo que parece assim um pouco desgarrada.

Somando a tudo isto um nível de "micro-management" imprescindível (por exemplo se não decorarmos o estúdio com palmeiras e fontes e bancos de jardim, somos prejudicados em termos de notoriedade), o jogo acaba por entediar bastante depressa. Penso ser uma oportunidade desperdiçada para fazer um grande jogo, e Moulineaux, apesar da sua fama de visionário, não quis nitidamente arriscar, mantendo-se fiel às normas de mercado. Bastaria por exemplo utilizar actores e realizadores reais (ou caricaturas para evitar processos legais) para que o jogo se tornar muito mais divertido. Tenho a certeza que, com a experiência adquirida em 20 anos a jogar jogos de computador feitos por outras pessoas, eu e o meu amigo conseguiamos conceber bastante melhor.