05 novembro, 2007

Disco : The Cult – Born Into This

Para que não haja confusões, aviso já os meus leitores que visto a camisola dos The Cult. E já há tanto tempo que nem vou dizer quanto. O Ian Astbury e o Billy Duffy podiam ir à casa de banho juntos, gravar os sons que por lá faziam, editar um disco, que eu comprava.

Até adoro os álbuns malditos: “The Cult (Black Sheep)” (1994) ou os The Cult em versão grunge e “Beyond Good and Evil” (2001) quando o grupo experimentou o Heavy Metal. É de tal maneira, que poderia fazer uma crítica à LR, isto é, sem ouvir o disco. Não é o caso.

Para os menos atentos, este “Born Into This” poderia ser a sequência lógica do exuberante “Sonic Temple” de 89. Poderia mas não é. O tempo passa, as pessoas amadurecem e, embora as imagens de marca dos Cult estejam todas cá, este é um disco do presente.

E que falta que ele me fazia. Rock puro, rock clássico, rock de qualidade. Sem paneleirices, depressões, electrónica, coreografias ou preocupações com modas passageiras. É música para abanar a pélvis, para carregar no acelerador, para solar na guitarra imaginária, para libertar o stress e para dar prazer. É colírio para os meus ouvidos, do princípio ao fim, dez faixas de regalo roqueiro, sem palha, nem pausas para respirar (6/5)

03 novembro, 2007

Livro : O Vírus da Vida (JP Simões e André Carrilho)


JP Simões é o cantor / compositor responsável por alguns dos projectos mais originais da história recente da música Portuguesa: Belle Chase Hotel, Quinteto Tati, etc. Quanto a André Carrilho é um dos nossos mais conceituados ilustradores, com trabalho publicado internacionalmente (New York Times, Vanity Fair, etc.) e um rol de prémios arrecadados ao longo do tempo. Este pequeno livro reune 10 contos escritos pelo primeiro em 1996, "nas horas de expediente de um emprego idiota" e acompanhados de uma ilustração da autoria do segundo.

Tematicamente próximo da Ficção Cientifica, todos os contos interrogam a importância da tecnologia face à sociedade e ao individuo. A escrita de Simões é fabulosa, poética e bem pensada (como já eram as suas letras), mesmo se por vezes os finais dos contos parecem um pouco apressados. Dá sem dúvida vontade de o ler em projectos de maior fôlego, apesar de aparentemente não estarem nos seus planos. Resumindo: apesar de curto (lê-se em 1/2 hora) é um livro muito simpático e belo.

trust me, I'm a doctor (parte 2)


Acontecimentos recentes, que dispensaria de bom grado, levaram-me a descobrir - ou redescobrir - alguns conceitos: bebedeira, traumatismo, ressaca, enxaqueca, urgências da CUF, tomografia axial computorizada, etc.

Perdido algures nesse fascinante mundo, consegui ainda assim uma extraordinária descoberta, quiçá revolucionária nos anais da Medicina. A enxaqueca é basicamente causada por uma vasodilatação - logo, inventei um método vasoconstritor para aliviar, senão curar, a mesma.
Rapidamente concluí que o método tem outras aplicações. Todos sabemos que o Viagra é um vasodilatador, com o objectivo de resolver a falta daquilo. Mas como resolver o excesso daquilo?
Os meus queridos amigos sabem que, por vezes, a ocasião é pouco propicia para demonstrações de entusiasmo. Na praia, por exemplo - quem aguenta estar horas de barriga para baixo (com risco de apanhar um escaldão nas costas), ou dentro de água? Já para não falar de velórios, funerais, julgamentos, e outras ocasiões funestas, ou de grupos de risco (membros de algumas confissões religiosas ou partidos políticos) aos quais a abstinência devia ser imposta.

Vou pois patentear o meu revolucionário método, a que chamei Pilamine (do grego pila, que significa alegria, e do latim mine, que significa cerveja pequena). Num acesso de generosidade, decidi que os royalties serão divididos pelo Sport Lisboa e Benfica e pela Scuderia Ferrari. Há que zelar pela Humanidade...

02 novembro, 2007

E Tudo o Vinho Levou

Nunca mais bebo álcool, Nunca mais bebo shots, Nunca mais bebo penalties, Nunca mais bebo girafas, Nunca mais bebo absinto, Nunca mais bebo Licor Beirão da garrafa, Nunca mais chupo cocktails em chamas por uma palhinha, Nunca mais bebo álcool, Nunca mais bebo shots, Nunca mais bebo penalties, Nunca mais bebo girafas, Nunca mais bebo absinto, Nunca mais bebo Licor Beirão da garrafa, Nunca mais chupo cocktails em chamas por uma palhinha.

Confissão encomendada pelo LR, que continua de cama a recuperar das maleitas que lhe foram inflingidas, pelas costas, durante uma despedida de solteiro, no fim-de-semana transacto.

01 novembro, 2007

gone with the wine

Nunca mais bebo álcool. Nunca mais bebo álcool. Nunca mais bebo álcool. Nunca mais bebo álcool. Nunca mais bebo álcool. Nunca mais bebo álcool. Nunca mais bebo álcool. Nunca mais bebo álcool. Nunca mais bebo álcool. Nunca mais bebo álcool. Nunca mais...

Concerto : David Fonseca no Convento do Beato


Eu estive lá! E vocês (ditam as probabilidades) não! Este foi o concerto de lançamento do novo álbum (e da nova tournée) e foi um exclusivo Optimus limitado a 500 pessoas. Enfim, é em momentos como este que eu não me arrependo de estar a ser roubado por estes, em vez de ser roubado pelos outros. Devo a minha presença à minha mui querida S. que teve a sorte de acertar na chamada correcta e sacar um convite duplo (não te esqueças de jogar no Euromilhões, Ok?).

Foi um concerto bastante intimista portanto. Não houve grandes surpresas, o rapaz cantou bem e foi bem acompanhado. Nas versões tivemos direito ao já tradicional Song to the Siren do Tim Buckley e pouco mais (uns acordes de Elvis e do Da Da Da dos Trio bastante dispensável a preceder a The 80's). Tal como nos discos, achei os momentos mais baladeiros um pouco secantes, mas a trilogia que iniciou a segunda metade do espectáculo, composta por Our Hearts Will Beat As One (a minha música favorita do álbum anterior), This Raging Light e This Wind, Temptation (as minhas duas favoritas do novo), demonstram bem o melhor do que o moço tem para nos oferecer ao vivo. Em termos de presença, disfarça cada vez melhor a sua timidez (fez-me por vezes lembrar um David Byrne - em menos freak - pela forma como olha para o tecto para evitar a audiência), mandando umas bocas em resposta ao que vai ouvindo do publico.

Imperdoável foi mesmo a repetição de Superstars II a terminar o concerto, suspeito que a pedido da Optimus que já lhe deve estar a piscar o olho para a próxima campanha publicitária. Mas não foi suficiente para estragar um par de horas bem passadas...

31 outubro, 2007

O Prometido É Devido



Aqui há uns posts atrás tinha prometido um entrada com "muitas gajas, muito nuas", mas optei por este teledisco que não consigo deixar de ver. Estou hipnotizado e nada, mas mesmo nada entediado...

A minha primeira vez foi através desta amiga

25 outubro, 2007

TASTiSKANK



Estava eu na minha ronda matutina dos blogs amigos quando descubro esta pérola postada pela Catarina Morgado no seu cantinho. Excusado seria dizer que ganhei logo o dia.
As patinadoras são um duo de comédia e estrelas da Broadway: Sarah Litzsinger and Kate Reinders. Mais informação sobre as TASTiSKANK aqui.

24 outubro, 2007

Posta Duzentos

Bruninho: Já sei que achas estas comemorações pimba e que a tua modéstia te impede de fazeres estes posts de auto-promoção vergonhosos. Não te preocupes, é para isso mesmo que eu estou aqui, para quando é preciso arregaçar as mangas e meter lá a mão dentro para ver com quantos posts de dilatação é que a coisa está.

Contar posts é diferente de contar hits. Deus sabe as noites que passámos em branco a carregar no F5. Mas se descontares os do LR, os posts são criação, são arte, são morcelas de nós, são fruto de amor à camisola e trabalho (no teu caso) e de um talento nato avassalador (no meu). Como tal, não é tristeza nenhuma assinalar as 200 postas do CC. Em especial se levarmos em linha de conta que te aguentaste sozinho durante quase três anos, até parecias um homenzinho!

Por isso os meus parabéns vão para ti! E a coisa mais bonita que me ocorre dizer é: nunca nenhum homem tinha esperado tanto tempo por mim, muito obrigado.

Portugal Na Vanguarda da Investigação Genética

A verdade é que nós aqui no CC já há uma catrefada de anos que conhecemos um "Frango tipo Leitão". Interrogo-me se este nosso amigo dos peitos não terá servido de cobaia, de Adão e Eva em simultâneo, para fundar esta nova espécie. Viva o Leitango, viva o Freitão!

Obrigado à MHC pelo forward, presumo que não foi com segundas intenções, daquelas do estilo "O Leitão serve-se frio", ahaha